Beleza

Beleza da sustentabilidade: O consumo consciente na indústria cosmética

O que as marcas têm feito para atender às expectativas do consumidor atual

Substâncias químicas controversas, microesferas de plástico que poluem os oceanos e grande impacto ambiental provocado pela linha de produção. Tudo isso tem feito com que as pessoas busquem cada vez mais alternativas para adotar o consumo consciente, ou seja, marcas que são capazes de unir, ao mesmo tempo, qualidade e sustentabilidade ambiental em seu processo produtivo.

Afinal, basta ligar a TV ou acessar qualquer grande site de notícias para notar que diversos lugares do mundo estão sentindo na pele as consequências da exploração desenfreada de recursos naturais. Por isso, mais do que nunca, é preciso tentar reverter a situação – começando pelas indústrias. 

A demanda por novas alternativas já é uma cobrança dos consumidores de todos os segmentos, desde alimentação, moda, transporte e, o que será abordado a seguir, cosméticos. Para descobrir o contexto atual da indústria cosmética em relação ao consumo consciente, é só continuar lendo.

Os cosméticos verdes ou “eco friendly” são uma realidade

Consumidores assíduos de produtos de beleza, e cosméticos no geral, sabem muito bem que a indústria cosmética, há muito tempo, tem mudado a sua postura. É possível dizer até que esse segmento de mercado é um dos protagonistas quando o assunto é sustentabilidade ou “eco friendly”.

Em resposta às exigências dos consumidores e sua busca cada vez maior por alternativas naturais, várias marcas passaram a acelerar a sua linha de produção na direção do verde – até mesmo como forma de sobreviver no mercado. 

Com isso, surgiram novas fórmulas, composição mais “limpa”, embalagens retornáveis ou biodegradáveis, abolição dos testes em animais, entre outras mudanças.

Coloração para cabelo à base de plantas

Aqui é interessante citar um exemplo de produto que chegou para reinventar o seu mercado: a coloração de cabelo à base de plantas. As tinturas para cabelo sempre foram vistas como produtos altamente químicos, tanto é que há quem escolha não pintar as madeixas por medo das consequências que isso possa trazer aos fios.

Nesse contexto, um salão de beleza brasileiro lançou o primeiro produto de coloração de cabelo 100% natural no país. Sua produção é feita a partir da combinação de ervas, caules, raízes e flores da Índia.

Shampoo e condicionador sólido

Outras alternativas que têm vindo com tudo como solução para diminuir as tradicionais embalagens plásticas de shampoo e condicionador são as versões sólidas desses produtos. 

Eles são vendidos em barra, iguais aos sabonetes que todo mundo já conhece, e são capazes de oferecer os mesmos benefícios dos produtos já conhecidos. A vantagem é que, quando chegam ao fim, eles apenas desaparecem. Não há lixo e nem vestígios. 

As oportunidades que a sustentabilidade traz ao setor

Como é possível imaginar, essa mudança de hábitos e de interesses do consumidor traz sim muitos desafios à indústria cosmética. Afinal, com o acesso à informação cada vez mais facilitado, muitas marcas têm sofrido boicotes por não se adequarem a esse novo contexto.

O consumidor não é mais o mesmo. Hoje ele tem uma arma poderosa nas mãos: o smartphone conectado à internet. Uma única publicação, feita por um perfil comum, pode alcançar centenas, milhares de pessoas em poucos segundos. 

Sendo assim, as marcas devem focar cada vez mais nas oportunidades que a “consciência verde” traz e se adaptar. Por exemplo: 

  • Descobrir novos ingredientes: gelatina para aumentar os cachos, amido de milho para alisar os cabelos. Hoje, as marcas têm a chance de testar cada vez mais ingredientes inusitados, desde que eficazes, nas fórmulas dos seus produtos.
  • Conhecer a biodiversidade local: outra oportunidade é a de baratear os custos por meio da adoção de componentes presentes no bioma local, o que, ainda, pode virar um apelo de compra nas gôndolas.

  • Trabalhar o posicionamento de marca: além de trabalhar com mudanças na composição dos produtos já disponíveis no mercado e criar novas linhas destinadas a atender a demanda pelo consumo consciente, as marcas têm a chance de ser a voz de uma causa. Por meio do posicionamento sustentável, é possível se valorizar no segmento. 

Perfumes naturais X perfumes sintéticos 

Dentro da indústria cosmética estão os produtos de higiene, de beleza e também os perfumes. 

Ao contrário de outros produtos, a composição “limpa” sempre foi uma questão nobre no mercado de fragrâncias. Para se ter ideia, os sintéticos costumam ser mal vistos, tidos até mesmo como vilões ao serem comparados às fragrâncias de origem natural.

No entanto, como você verá a seguir, nesse caso, natural nem sempre significa sustentável. Se fabricantes de hidratantes têm se virado para, cada vez mais, diminuir o uso de componentes químicos e adotar seus equivalentes naturais, a questão da perfumaria é aprender como explorar os seus componentes de forma menos agressiva.

A busca por fragrâncias sustentáveis

Com a ascensão da pauta de “cosméticos verdes”, os consumidores de perfumes passaram a se dar conta de que esse mercado era responsável por extrair matérias-primas finitas da natureza, provocando um tremendo impacto ambiental. 

Nesse cenário, mais do que rápido, grandes fabricantes de perfumes importados passaram a repensar toda a sua cadeia de produção a fim de aumentar a sustentabilidade ambiental. 

Daí surgiram estratégias como a capacitação e desenvolvimento de comunidades de onde a matéria-prima pudesse ser cultivada e extraída sem prejuízos. Nesse cenário, há mais geração de empregos, redução do impacto ambiental e preservação da qualidade das fragrâncias dos perfumes importados. Todo mundo ganha.  

Gostou de saber mais sobre como a indústria cosmética tem se movimentado a fim de atender às novas necessidades do mercado? Então, compartilhe em suas redes sociais e marque os seus amigos que são exigentes quanto a essas questões. —