Porta Automática Saída de Emerência

Quais são os tipos de vidros permitidos em portas automáticas?

Outro dia, andando pelo centro da cidade, resolvi entrar em uma loja de artigos de papelaria, pois era início de ano e precisava comprar alguns materiais pro filhão. Eu e metade da cidade. A fila era enorme, então tive muito tempo pra reparar nas pessoas, na loja… e na porta automática de vidro. E olhando aquele entra-e-sai de gente, a porta constantemente se movendo perfeitamente alinhada, comecei a pensar nos vidros: “que vidro é esse que aguenta essa movimentação toda sem se quebrar?”. Fiquei com isso na cabeça até resolver sacar o celular e ligar o 4G.

Com os resultados que minha busca trouxe, fiquei sabendo que essas portas de vidro automáticas com sensor, além de colecionar casos muito engraçados, são estruturas fascinantes e sempre feitas pensando principalmente na segurança de quem passa por elas. Afinal de contas, imagine um vidro daquele tamanho se partindo por causa de uma trombada de ombro ou mesmo a queda de um objeto da loja?? É um perigo. E como essas portas sempre são de grandes dimensões, é primordial que sejam feitas dentro de critérios rígidos de segurança.

Existem normas!

Essas portas obrigatoriamente têm que estar em total conformidade com pelo menos três normas técnicas:

As duas primeiras determinam que sejam usados apenas vidros temperados ou laminados; ou seja, nada de vidro comum nessas portonas!

Já a terceira norma é pro caso da porta de vidro automática ser montada com esquadrias, como as portas de alumínio residenciais. Talvez pareça bobagem existir uma norma separada pra esse tipo de caso, mas a diferença, além da estética, é que os motores responsáveis pelo movimento das portas, ao invés de “pegá-las” diretamente no vidro, passa a pegar na esquadria, e isso muda muita coisa. A força prênsil é diferente, pois o atrito que a esquadria oferece é diferente da que o vidro oferece. E como estamos falando aqui de segurança de pessoas, esse detalhe é muito importante.

Mas que vidros são esses, afinal?

São dois tipos, basicamente: vidro temperado e vidro laminado.

O vidro temperado passa por um processo térmico que o deixa muito resistente a altas temperaturas (ideal pras portas que ficam muitas horas expostas ao sol e em cidades com histórico de altas temperaturas no ano). Só esse tratamento já aumenta muito a resistência do vidro, inclusive em relação ao vidro laminado. Uma outra vantagem é que, quando o vidro temperado se quebra, ele faz isso em pequenos pedaços, e não nas perigosas lâminas dos vidros domésticos. Faz uma bagunça danada, mas ninguém se machuca com esse susto.

Já o vidro laminado, apesar de não ter a mesma resistência do temperado, oferece uma interessante opção de cores pois ele é feito de duas laminas de vidro com uma lâmina de resina entre elas – e essa resina pode ser colorida. Aliás, é essa resina que dá ao vidro temperado uma característica interessantíssima: quando ele quebra, não se desfaz! Ele fica todo craquelado, mas se mantém firme e em segurança no mesmo lugar. Fica até bonito! Outra vantagem é que ele isola melhor o ruído do que o temperado, e também consegue filtrar até 99% dos raios UV.